Fazendo uma busca online no google.com sobre o paratleta que
levou a tocha Olímpica do ano passado (2016) em Anápolis, estado de Goiás, foi
encontrada a resolução do boato que se espalhou pelas redes sociais a respeito
do rapaz.
O jornal Estadão e o Globo Esporte foram usados para analisar
o caso, com os títulos: 'Fiquei
chateado', diz paratleta tachado de 'falso cadeirante' e Atleta paralímpico se explica após
queda no revezamento e críticas, respectivamente, as matérias dão visibilidade
a versão do atleta e resolvem as falsas informações propagadas nesse meio tão
corriqueiro da web, onde é muito comum notícias ou informações se espalharem
sem antes ser realizada uma adequada apuração dos fatos.
O vídeo que repercutiu nas mídias
sociais revela a queda do paratleta do basquete adaptado, João Paulo do
Nascimento. O fato que gerou comentários maldosos como o de “falso cadeirante”
aconteceu devido ao apoio de uma perna para minimizar o impacto da queda.
Contudo, João Paulo esclarece, segundo as matérias mencionadas acima, que ficou
chateado com os comentários e que não esperava ser tachado de “falso cadeirante”
visto que o que aconteceu no vídeo é absolutamente normal no basquete de
cadeiras de rodas, e que infelizmente as pessoas desconhecem isso.
“boa parte dos
internautas que atacaram o atleta nos últimos dias desconhecem as regras do
basquete paralímpico. Na verdade, o esporte não é restrito apenas para
paraplégicos. João Paulo possui uma deficiência chamada Geno Valgo, um
desalinhamento que acaba colocando os joelhos para dentro, que foi
diagnosticado quando ele ainda tinha 20 anos.” Fonte: O estadão.
Por fim, após essa pequena pesquisa, podemos chegar
facilmente à conclusão de que o exercício do jornalismo não é para qualquer um.
É preciso ter responsabilidade pelo que se publica independente de ser
jornalista, mas especialmente para os que são a responsabilidade se torna ainda
maior, mesmo que alguns ainda não tenham tomado consciência disso. Então deixo a
você leitor uma dica imprescindível, principalmente nesse meio chamado web,
desconfie sempre do que ler e busque sempre mais fontes, com esse exercício
você vai perceber quais são as fontes mais confiáveis e as que estão por aí
apenas em busca de números de acessos comprometendo a qualidade da informação.
E cuidado com o sensacionalismo, ele é uma das características de notícias
duvidosas e que quase sempre acaba fomentando a precipitação do julgamento
social.

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