segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cibervazamento

O cibervazamento ocorre quando a vítima tem suas informações violadas ou não, mas que de algum modo foram divulgadas na internet.




O vazamento de informações na rede geralmente é precedido de uma ação chamada de fraude, onde ocorre por meio de um e-mail que chega até a sua caixa de mensagens, esses e-mail vem com mensagens em nome de instituições financeiras, agências de viagem, bancos, organizações sem fins lucrativos e etc com intuito te convencer um internauta desprevenido a fornecer seus dados. Outra forma de ter acesso a suas informações é por meio de roubo, isso acontece quando o site já pede permissão para captar seus dados ou para você mesmo fornece-los para ter acesso ao conteúdo do site. A dica é não fornecer informações sem ter a certeza que o endereço eletrônico é seguro. Há também outra forma utilizada por hackers para ter acesso as suas informações, através de aplicativos do celular que geralmente pedem a sua permissão para ter acesso a sua câmera e galerias de fotos, então você já sabe: só permita esses acessos se houver uma real necessidade de utilizar o app e se você tiver certeza que é confiável.



Se você já passou por uma dessas situações deve saber que demora um tempo para que saia da rede ou talvez nunca saia totalmente. Há casos que acontecem dentro de relações intimas, onde duas pessoas se conhecem virtualmente ou fora da rede, o fato é que trocam fotos íntimas ou fazem vídeos juntos com a promessa que jamais isso será mostrado ou divulgado. Porém, as coisas mudam, o relacionamento acaba, o ressentimento fica e uma das partes resolve se vingar e acaba expondo a privacidade da outra pessoa. Histórias como essa geralmente acontecem com meninas, mas há também meninos vítimas de falsos amigos que decidiram,por algum motivo, "trollar"(fazer uma brincadeira) o colega. 




Essa história acontece quando alguém decide criar um perfil fake nas redes sociais e por meio desse perfil resolve investir na caçada a vitima.O envolvimento da vítima acontece por meio da "paquera", a pessoa começa a ter conversas mais ousadas, até mesmo de cunho sexual, envia fotos sensuais e pede pra ligar  webcam(câmera), quando o menino liga e está "empolgado" ou só com roupas íntimas os "amigos" aparecem dizendo que era uma brincadeira e divulgam na internet todo o conteúdo gravado ou print(imagem da tela). A vítima fica devastada, com muita vergonha e medo do julgamento social. Por fim, deixamos o alerta dos perigos da rede e aviso "todo cuidado é pouco".

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Filtro Invisível

Resumo geral

O livro do escritor americano Eli Pariser, O Filtro Invisível – O que a Internet Está Escondendo de Você, contempla a era que estamos vivendo e nos apresenta como funciona o filtro bolha no qual estamos inseridos. Esse filtro invisível corresponde a mecanismos de inteligência artificial programada pelas grandes corporações que atuam online, como Facebook, Amazona e o Google, a fim de captar dados dos usuários e com isso conseguir vender anúncios publicitários dirigidos. É claro que no início nem tudo era controlado e para saber mais sobre isso apresentaremos aqui um resumo histórico que descreve como esse mecanismo surgiu, seu percurso de aperfeiçoamento e como eles atuam nas diferentes empresas, a fim de instigar o leitor a buscar mais informações sobre o determinado tema e indicar a leitura desse exemplar maravilhoso.


Contexto

Quando a internet surgiu sabemos que pouquíssimas pessoas tinham acesso à rede, logo a quantidade de informações era menor, mas já nesse período da década de 90 pensava-se em como facilitar a busca diante da enorme quantidade de informações que ia aparecendo decorrente do avanço tecnológico. Mas, para isso ocorrer era necessário desenvolver um sistema inteligente que reconhecesse as preferências individuais de cada internauta.


O caso da Amazon.com

A Amazon.com que conseguiu desenvolver uma loja personalizada que ajudava os leitores a encontrar livros e baseados pelo interesse de cada cliente conseguia identificar a preferência por determinados tipos e dessa forma indicar mais exemplares aumentando seu poder de vendas. Quanto mais pessoas compravam, mais esse sistema ficava sofisticado.

Contudo, atualmente os usuários se encontram adaptados à personalização da loja e a Amazon percebeu que poderia lucrar ainda mais com esse controle, ela passou a receber dinheiro das editoras para promover livros como se fosse uma recomendação objetiva do Software. É importante salientar que apesar do empreendedorismo presente nos donos de empresas, estão por trás de tudo isso, estudantes que desenvolveram, mesmo que inicialmente, o sistema com objetivos não somente voltados ao lucro. Porém, essa informação não impede você, amigo leitor, de questionar como anda a sua privacidade na rede atualmente.


O caso do Google

Em 1997, época em que a empresa Amazon estava em seu ápice dominando a técnica de algoritmos para potencializar suas vendas, os fundadores do google: Larry Page e Sergey Brin tiveram uma sacada brilhante que era a de usar os algoritmos para ajudar pessoas a encontrar sites na internet. Através de clicks as pessoas “votavam” para que aquele site fosse considerado relevante, quanto maior o número de visitas mais ele subia no ranking, mas, isso foi só o começo. Não satisfeitos apenas com os números de clicks eles continuavam de olho nos dados, quanto mais coletavam dados, mais sofisticados o mecanismo ficava.

O que era relevante para um usuário poderia não ser para outro, mesmo que a palavra-chave fosse à mesma, por exemplo, uma pessoa que busca por uma determinada profissão pode está à procura de um serviço que lhe oferece ou de formas para seguir a tal profissão e queira conhecer mais sobre o assunto, logo o topo do ranking de uma pessoa vai ser diferente da primeira página de outra pessoa e assim a segmentação vai ocorrendo à medida que essas bolhas se formam.

A análise de dados (contínua) de cada usuário revela indicadores que podem ser usados para modificar os resultados e o objetivo deles é tornar o site de busca ideal para cada usuário. Com isso já deu pra perceber que os fundadores se renderam a ideologia de mercado, o google se tornou um negócio, e um negócio com altíssimos lucros. Por isso, outras empresas pagam tanto para obter informações do seu público-alvo e conseguir informações que lhes permitam criar estratégias para se aproximar cada vez mais dele e pagam também para disputar espaço na publicidade digital.


O caso do Facebook

A estratégia do facebook para descobrir os gostos e interesses das pessoas é ainda mais fácil. Mark Zuckerberg optou por perguntar a elas. E isso funcionou e é bastante interessante como somos nós que treinamos o agente inteligente. Você que usa o facebook ao postar uma foto e sair marcando os rostos dos seus amigos treinou o agente para reconhecê-los nas suas próximas publicações. O faceebok pergunta e você responde, na verdade talvez ele não precisasse perguntar, mas você ajuda a empresa ao entrar com seu número de celular ou email, ao aceitar sincronizar a sua câmera e galeria de fotos do celular ao aplicativo, enfim, até aqui você já percebeu que para utilizar o serviço é preciso doar suas informações e sua privacidade e vou te dizer mais uma coisa: elas valem ouro! Afinal é com base nos seus dados que outras empresas (de roupas, sapatos, óculos, maquiagem, enfim serviços em geral) chegam até você.
        Assim como ocorre com o Google, outras empresas também estão atrás de fazer publicidade no Facebook e isso gera até mesmo uma concorrência entre essas duas empresas (Google e Facebook) que disputam entre si a oferecer espaço publicitário que traga mais retorno no quesito de vendas para as empresas de outros ramos que investem em publicidade nessa plataforma digital.


Hoje as empresas são movidas por algoritmos capazes de estabelecer instantaneamente uma correspondência entre consumidores e produtos. Dessa forma, elas podem indicar algo do seu interesse e potencializar as vendas. E é assim que o mercado funciona. Com essa “resenha” que mistura ideias do autor com observações pessoais minhas eu pretendo também desmistificar a privacidade na internet e chamar a atenção para você usuário do google, das redes sociais e de outros aplicativos para os termos de adesão que muitos de nós simplesmente aceitamos, sem ler atentamente, para podermos usar logo, o mais rápido possível, afinal o tempo da internet é outro e a nossa atenção é pouca. 

domingo, 9 de abril de 2017

A Cauda Longa

O livro A cauda longa analisa um fenômeno econômico que ganhou dimensões maiores com o advento da internet. Chris Anderson, autor do livro, traz em suas páginas uma reflexão acerca da distribuição de produtos, em especial os culturais, impulsionada pelo mercado virtual que é abundante e serve aos mais diversos gostos.
Antes da internet, as relações comerciais ocorriam em pontos físicos, o que implica em espaço limitado para a oferta de qualquer bem ou serviço. Dessa forma, a oferta fica restrita apenas ao que auferir maiores lucros e os produtos que não possibilitassem maiores rendimentos ficava a margem desse mercado, sendo esquecidos e sucumbidos pelos de alta popularidade.
No mercado virtual esse quadro muda, pois, o espaço é abundante. Além do mais, a nível global o que não é tão popular é tão significativo quanto o popular mesmo não atingindo os altos índices de vendas, acessos ou downloads há um considerável público consumidor que nesse novo modelo pode ser alcançado.
O nome cauda-longa surge a partir desse contexto e o autor atribuí a esse termo todos os produtos de baixa popularidade e o considera um bom negócio, pois, existe a possibilidade de migrar de status, como aconteceu com o livro Tocando o vazio de Joe Simpson.
"Em breve, o software da livraria online identificou padrões nos comportamentos de compra—"Os leitores que compravam No ar rarefeito também adquiriam Tocando o vazio"—e começou a recomendar os dois como par. As pessoas aceitaram a sugestão, demonstraram entusiasmo pelos livros, escrevera resenhas ainda mais empolgadas — e deflagrou-se um loop de feedback positivo."

E reconhece que:

"Uma década atrás, os leitores de Krakauer nunca teriam tomado conhecimento do livro de Simpson — e, se por acaso soubessem de sua existência, não teriam como encontrá-lo. As livrarias online mudaram essa situação. Ao combinar espaço infinito nas prateleiras com informações em tempo real sobre tendências de compra e sobre a opinião de outros leitores, criaram todo o fenômeno de Tocando o vazio. Resultado: demanda crescente para um livro obscuro."

Em seguida, vejamos o gráfico que explica a teoria da cauda-longa apresentada no livro.


O eixo x corresponde a popularidade e o eixo y corresponde a lista todos os produtos da humanidade. O importante aqui é perceber que o gráfico se aplica a qualquer segmento cultural (livros, músicas, filmes e etc.) e que a parte vermelha corresponde ao que chamamos aqui de cabeça que refere-se aos produtos de alta popularidade, a parte amarela é a cauda longa onde se encontra uma quantidade ilimitada de produtos que classificamos como nichos, referente a públicos mais específicos e produtos especializados.
A cauda longa nunca chegará ao zero e estará sempre aumentando, pois esse modelo rompe com a antiga estrutura concentrada em poucas opções culturais e permite a democratização dos meios de produção e distribuição tornando a oferta e a demanda eficiente. Os produtos mais populares nunca deixaram de existir, mas “Pela primeira vez na história, os hits e os nichos estão em igualdade de condições econômicas, ambos não passam de arquivos em bancos de dados, ambos com iguais custos de carregamento e a mesma rentabilidade. De repente, a popularidade não mais detém o monopólio da lucratividade.”.


quarta-feira, 22 de março de 2017

BÚSQUEDA: Paratleta tachado de 'falso cadeirante




Fazendo uma busca online no google.com sobre o paratleta que levou a tocha Olímpica do ano passado (2016) em Anápolis, estado de Goiás, foi encontrada a resolução do boato que se espalhou pelas redes sociais a respeito do rapaz.

O jornal Estadão e o Globo Esporte foram usados para analisar o caso, com os títulos: 'Fiquei chateado', diz paratleta tachado de 'falso cadeirante' e Atleta paralímpico se explica após queda no revezamento e críticas, respectivamente, as matérias dão visibilidade a versão do atleta e resolvem as falsas informações propagadas nesse meio tão corriqueiro da web, onde é muito comum notícias ou informações se espalharem sem antes ser realizada uma adequada apuração dos fatos.

O vídeo que repercutiu nas mídias sociais revela a queda do paratleta do basquete adaptado, João Paulo do Nascimento. O fato que gerou comentários maldosos como o de “falso cadeirante” aconteceu devido ao apoio de uma perna para minimizar o impacto da queda. Contudo, João Paulo esclarece, segundo as matérias mencionadas acima, que ficou chateado com os comentários e que não esperava ser tachado de “falso cadeirante” visto que o que aconteceu no vídeo é absolutamente normal no basquete de cadeiras de rodas, e que infelizmente as pessoas desconhecem isso.

“boa parte dos internautas que atacaram o atleta nos últimos dias desconhecem as regras do basquete paralímpico. Na verdade, o esporte não é restrito apenas para paraplégicos. João Paulo possui uma deficiência chamada Geno Valgo, um desalinhamento que acaba colocando os joelhos para dentro, que foi diagnosticado quando ele ainda tinha 20 anos.” Fonte: O estadão.


Por fim, após essa pequena pesquisa, podemos chegar facilmente à conclusão de que o exercício do jornalismo não é para qualquer um. É preciso ter responsabilidade pelo que se publica independente de ser jornalista, mas especialmente para os que são a responsabilidade se torna ainda maior, mesmo que alguns ainda não tenham tomado consciência disso. Então deixo a você leitor uma dica imprescindível, principalmente nesse meio chamado web, desconfie sempre do que ler e busque sempre mais fontes, com esse exercício você vai perceber quais são as fontes mais confiáveis e as que estão por aí apenas em busca de números de acessos comprometendo a qualidade da informação. E cuidado com o sensacionalismo, ele é uma das características de notícias duvidosas e que quase sempre acaba fomentando a precipitação do julgamento social.