Resumo
geral
O livro do escritor
americano Eli Pariser, O Filtro Invisível – O que a Internet Está Escondendo de
Você, contempla a era que estamos vivendo e nos apresenta como funciona o
filtro bolha no qual estamos inseridos. Esse filtro invisível corresponde a mecanismos de inteligência artificial programada pelas grandes corporações que
atuam online, como Facebook, Amazona e o Google, a fim de captar dados dos
usuários e com isso conseguir vender anúncios publicitários dirigidos. É claro
que no início nem tudo era controlado e para saber mais sobre isso
apresentaremos aqui um resumo histórico que descreve como esse mecanismo
surgiu, seu percurso de aperfeiçoamento e como eles atuam nas diferentes
empresas, a fim de instigar o leitor a buscar mais informações sobre o
determinado tema e indicar a leitura desse exemplar maravilhoso.
Contexto
Quando a internet surgiu
sabemos que pouquíssimas pessoas tinham acesso à rede, logo a quantidade de
informações era menor, mas já nesse período da década de 90 pensava-se em como
facilitar a busca diante da enorme quantidade de informações que ia aparecendo
decorrente do avanço tecnológico. Mas, para isso ocorrer era necessário
desenvolver um sistema inteligente que reconhecesse as preferências individuais
de cada internauta.
O
caso da Amazon.com
A Amazon.com que conseguiu
desenvolver uma loja personalizada que ajudava os leitores a encontrar livros e
baseados pelo interesse de cada cliente conseguia identificar a preferência por
determinados tipos e dessa forma indicar mais exemplares aumentando seu poder
de vendas. Quanto mais pessoas compravam, mais esse sistema ficava sofisticado.
Contudo, atualmente os
usuários se encontram adaptados à personalização da loja e a Amazon percebeu
que poderia lucrar ainda mais com esse controle, ela passou a receber dinheiro
das editoras para promover livros como se fosse uma recomendação objetiva do
Software. É importante salientar que apesar do empreendedorismo presente nos
donos de empresas, estão por trás de tudo isso, estudantes que desenvolveram, mesmo
que inicialmente, o sistema com objetivos não somente voltados ao lucro. Porém,
essa informação não impede você, amigo leitor, de questionar como anda a sua
privacidade na rede atualmente.
O
caso do Google
Em 1997, época em que a
empresa Amazon estava em seu ápice dominando a técnica de algoritmos para
potencializar suas vendas, os fundadores do google: Larry Page e Sergey Brin
tiveram uma sacada brilhante que era a de usar os algoritmos para ajudar
pessoas a encontrar sites na internet. Através de clicks as pessoas “votavam”
para que aquele site fosse considerado relevante, quanto maior o número de
visitas mais ele subia no ranking, mas, isso foi só o começo. Não satisfeitos
apenas com os números de clicks eles continuavam de olho nos dados, quanto mais
coletavam dados, mais sofisticados o mecanismo ficava.
O que era relevante para um
usuário poderia não ser para outro, mesmo que a palavra-chave fosse à mesma,
por exemplo, uma pessoa que busca por uma determinada profissão pode está à
procura de um serviço que lhe oferece ou de formas para seguir a tal profissão
e queira conhecer mais sobre o assunto, logo o topo do ranking de uma pessoa
vai ser diferente da primeira página de outra pessoa e assim a segmentação vai
ocorrendo à medida que essas bolhas se formam.
A análise de dados
(contínua) de cada usuário revela indicadores que podem ser usados para
modificar os resultados e o objetivo deles é tornar o site de busca ideal para
cada usuário. Com isso já deu pra perceber que os fundadores se renderam a
ideologia de mercado, o google se tornou um negócio, e um negócio com
altíssimos lucros. Por isso, outras empresas pagam tanto para obter informações
do seu público-alvo e conseguir informações que lhes permitam criar estratégias
para se aproximar cada vez mais dele e pagam também para disputar espaço na
publicidade digital.
O
caso do Facebook
A estratégia do facebook para
descobrir os gostos e interesses das pessoas é ainda mais fácil. Mark
Zuckerberg optou por perguntar a elas. E isso funcionou e é bastante
interessante como somos nós que treinamos o agente inteligente. Você que usa o
facebook ao postar uma foto e sair marcando os rostos dos seus amigos treinou o
agente para reconhecê-los nas suas próximas publicações. O faceebok pergunta e
você responde, na verdade talvez ele não precisasse perguntar, mas você ajuda a
empresa ao entrar com seu número de celular ou email, ao aceitar sincronizar a
sua câmera e galeria de fotos do celular ao aplicativo, enfim, até aqui você já
percebeu que para utilizar o serviço é preciso doar suas informações e sua
privacidade e vou te dizer mais uma coisa: elas valem ouro! Afinal é com base
nos seus dados que outras empresas (de roupas, sapatos, óculos, maquiagem, enfim
serviços em geral) chegam até você.
Assim como ocorre com o
Google, outras empresas também estão atrás de fazer publicidade no Facebook e
isso gera até mesmo uma concorrência entre essas duas empresas (Google e
Facebook) que disputam entre si a oferecer espaço publicitário que traga mais
retorno no quesito de vendas para as empresas de outros ramos que investem em
publicidade nessa plataforma digital.
Hoje as
empresas são movidas por algoritmos capazes de estabelecer instantaneamente uma
correspondência entre consumidores e produtos. Dessa forma, elas podem indicar
algo do seu interesse e potencializar as vendas. E é assim que o mercado
funciona. Com essa “resenha” que mistura ideias do autor com observações
pessoais minhas eu pretendo também desmistificar a privacidade na internet e
chamar a atenção para você usuário do google, das redes sociais e de outros
aplicativos para os termos de adesão que muitos de nós simplesmente aceitamos, sem
ler atentamente, para podermos usar logo, o mais rápido possível, afinal o
tempo da internet é outro e a nossa atenção é pouca.