quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Filtro Invisível

Resumo geral

O livro do escritor americano Eli Pariser, O Filtro Invisível – O que a Internet Está Escondendo de Você, contempla a era que estamos vivendo e nos apresenta como funciona o filtro bolha no qual estamos inseridos. Esse filtro invisível corresponde a mecanismos de inteligência artificial programada pelas grandes corporações que atuam online, como Facebook, Amazona e o Google, a fim de captar dados dos usuários e com isso conseguir vender anúncios publicitários dirigidos. É claro que no início nem tudo era controlado e para saber mais sobre isso apresentaremos aqui um resumo histórico que descreve como esse mecanismo surgiu, seu percurso de aperfeiçoamento e como eles atuam nas diferentes empresas, a fim de instigar o leitor a buscar mais informações sobre o determinado tema e indicar a leitura desse exemplar maravilhoso.


Contexto

Quando a internet surgiu sabemos que pouquíssimas pessoas tinham acesso à rede, logo a quantidade de informações era menor, mas já nesse período da década de 90 pensava-se em como facilitar a busca diante da enorme quantidade de informações que ia aparecendo decorrente do avanço tecnológico. Mas, para isso ocorrer era necessário desenvolver um sistema inteligente que reconhecesse as preferências individuais de cada internauta.


O caso da Amazon.com

A Amazon.com que conseguiu desenvolver uma loja personalizada que ajudava os leitores a encontrar livros e baseados pelo interesse de cada cliente conseguia identificar a preferência por determinados tipos e dessa forma indicar mais exemplares aumentando seu poder de vendas. Quanto mais pessoas compravam, mais esse sistema ficava sofisticado.

Contudo, atualmente os usuários se encontram adaptados à personalização da loja e a Amazon percebeu que poderia lucrar ainda mais com esse controle, ela passou a receber dinheiro das editoras para promover livros como se fosse uma recomendação objetiva do Software. É importante salientar que apesar do empreendedorismo presente nos donos de empresas, estão por trás de tudo isso, estudantes que desenvolveram, mesmo que inicialmente, o sistema com objetivos não somente voltados ao lucro. Porém, essa informação não impede você, amigo leitor, de questionar como anda a sua privacidade na rede atualmente.


O caso do Google

Em 1997, época em que a empresa Amazon estava em seu ápice dominando a técnica de algoritmos para potencializar suas vendas, os fundadores do google: Larry Page e Sergey Brin tiveram uma sacada brilhante que era a de usar os algoritmos para ajudar pessoas a encontrar sites na internet. Através de clicks as pessoas “votavam” para que aquele site fosse considerado relevante, quanto maior o número de visitas mais ele subia no ranking, mas, isso foi só o começo. Não satisfeitos apenas com os números de clicks eles continuavam de olho nos dados, quanto mais coletavam dados, mais sofisticados o mecanismo ficava.

O que era relevante para um usuário poderia não ser para outro, mesmo que a palavra-chave fosse à mesma, por exemplo, uma pessoa que busca por uma determinada profissão pode está à procura de um serviço que lhe oferece ou de formas para seguir a tal profissão e queira conhecer mais sobre o assunto, logo o topo do ranking de uma pessoa vai ser diferente da primeira página de outra pessoa e assim a segmentação vai ocorrendo à medida que essas bolhas se formam.

A análise de dados (contínua) de cada usuário revela indicadores que podem ser usados para modificar os resultados e o objetivo deles é tornar o site de busca ideal para cada usuário. Com isso já deu pra perceber que os fundadores se renderam a ideologia de mercado, o google se tornou um negócio, e um negócio com altíssimos lucros. Por isso, outras empresas pagam tanto para obter informações do seu público-alvo e conseguir informações que lhes permitam criar estratégias para se aproximar cada vez mais dele e pagam também para disputar espaço na publicidade digital.


O caso do Facebook

A estratégia do facebook para descobrir os gostos e interesses das pessoas é ainda mais fácil. Mark Zuckerberg optou por perguntar a elas. E isso funcionou e é bastante interessante como somos nós que treinamos o agente inteligente. Você que usa o facebook ao postar uma foto e sair marcando os rostos dos seus amigos treinou o agente para reconhecê-los nas suas próximas publicações. O faceebok pergunta e você responde, na verdade talvez ele não precisasse perguntar, mas você ajuda a empresa ao entrar com seu número de celular ou email, ao aceitar sincronizar a sua câmera e galeria de fotos do celular ao aplicativo, enfim, até aqui você já percebeu que para utilizar o serviço é preciso doar suas informações e sua privacidade e vou te dizer mais uma coisa: elas valem ouro! Afinal é com base nos seus dados que outras empresas (de roupas, sapatos, óculos, maquiagem, enfim serviços em geral) chegam até você.
        Assim como ocorre com o Google, outras empresas também estão atrás de fazer publicidade no Facebook e isso gera até mesmo uma concorrência entre essas duas empresas (Google e Facebook) que disputam entre si a oferecer espaço publicitário que traga mais retorno no quesito de vendas para as empresas de outros ramos que investem em publicidade nessa plataforma digital.


Hoje as empresas são movidas por algoritmos capazes de estabelecer instantaneamente uma correspondência entre consumidores e produtos. Dessa forma, elas podem indicar algo do seu interesse e potencializar as vendas. E é assim que o mercado funciona. Com essa “resenha” que mistura ideias do autor com observações pessoais minhas eu pretendo também desmistificar a privacidade na internet e chamar a atenção para você usuário do google, das redes sociais e de outros aplicativos para os termos de adesão que muitos de nós simplesmente aceitamos, sem ler atentamente, para podermos usar logo, o mais rápido possível, afinal o tempo da internet é outro e a nossa atenção é pouca. 

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