domingo, 9 de abril de 2017

A Cauda Longa

O livro A cauda longa analisa um fenômeno econômico que ganhou dimensões maiores com o advento da internet. Chris Anderson, autor do livro, traz em suas páginas uma reflexão acerca da distribuição de produtos, em especial os culturais, impulsionada pelo mercado virtual que é abundante e serve aos mais diversos gostos.
Antes da internet, as relações comerciais ocorriam em pontos físicos, o que implica em espaço limitado para a oferta de qualquer bem ou serviço. Dessa forma, a oferta fica restrita apenas ao que auferir maiores lucros e os produtos que não possibilitassem maiores rendimentos ficava a margem desse mercado, sendo esquecidos e sucumbidos pelos de alta popularidade.
No mercado virtual esse quadro muda, pois, o espaço é abundante. Além do mais, a nível global o que não é tão popular é tão significativo quanto o popular mesmo não atingindo os altos índices de vendas, acessos ou downloads há um considerável público consumidor que nesse novo modelo pode ser alcançado.
O nome cauda-longa surge a partir desse contexto e o autor atribuí a esse termo todos os produtos de baixa popularidade e o considera um bom negócio, pois, existe a possibilidade de migrar de status, como aconteceu com o livro Tocando o vazio de Joe Simpson.
"Em breve, o software da livraria online identificou padrões nos comportamentos de compra—"Os leitores que compravam No ar rarefeito também adquiriam Tocando o vazio"—e começou a recomendar os dois como par. As pessoas aceitaram a sugestão, demonstraram entusiasmo pelos livros, escrevera resenhas ainda mais empolgadas — e deflagrou-se um loop de feedback positivo."

E reconhece que:

"Uma década atrás, os leitores de Krakauer nunca teriam tomado conhecimento do livro de Simpson — e, se por acaso soubessem de sua existência, não teriam como encontrá-lo. As livrarias online mudaram essa situação. Ao combinar espaço infinito nas prateleiras com informações em tempo real sobre tendências de compra e sobre a opinião de outros leitores, criaram todo o fenômeno de Tocando o vazio. Resultado: demanda crescente para um livro obscuro."

Em seguida, vejamos o gráfico que explica a teoria da cauda-longa apresentada no livro.


O eixo x corresponde a popularidade e o eixo y corresponde a lista todos os produtos da humanidade. O importante aqui é perceber que o gráfico se aplica a qualquer segmento cultural (livros, músicas, filmes e etc.) e que a parte vermelha corresponde ao que chamamos aqui de cabeça que refere-se aos produtos de alta popularidade, a parte amarela é a cauda longa onde se encontra uma quantidade ilimitada de produtos que classificamos como nichos, referente a públicos mais específicos e produtos especializados.
A cauda longa nunca chegará ao zero e estará sempre aumentando, pois esse modelo rompe com a antiga estrutura concentrada em poucas opções culturais e permite a democratização dos meios de produção e distribuição tornando a oferta e a demanda eficiente. Os produtos mais populares nunca deixaram de existir, mas “Pela primeira vez na história, os hits e os nichos estão em igualdade de condições econômicas, ambos não passam de arquivos em bancos de dados, ambos com iguais custos de carregamento e a mesma rentabilidade. De repente, a popularidade não mais detém o monopólio da lucratividade.”.


quarta-feira, 22 de março de 2017

BÚSQUEDA: Paratleta tachado de 'falso cadeirante




Fazendo uma busca online no google.com sobre o paratleta que levou a tocha Olímpica do ano passado (2016) em Anápolis, estado de Goiás, foi encontrada a resolução do boato que se espalhou pelas redes sociais a respeito do rapaz.

O jornal Estadão e o Globo Esporte foram usados para analisar o caso, com os títulos: 'Fiquei chateado', diz paratleta tachado de 'falso cadeirante' e Atleta paralímpico se explica após queda no revezamento e críticas, respectivamente, as matérias dão visibilidade a versão do atleta e resolvem as falsas informações propagadas nesse meio tão corriqueiro da web, onde é muito comum notícias ou informações se espalharem sem antes ser realizada uma adequada apuração dos fatos.

O vídeo que repercutiu nas mídias sociais revela a queda do paratleta do basquete adaptado, João Paulo do Nascimento. O fato que gerou comentários maldosos como o de “falso cadeirante” aconteceu devido ao apoio de uma perna para minimizar o impacto da queda. Contudo, João Paulo esclarece, segundo as matérias mencionadas acima, que ficou chateado com os comentários e que não esperava ser tachado de “falso cadeirante” visto que o que aconteceu no vídeo é absolutamente normal no basquete de cadeiras de rodas, e que infelizmente as pessoas desconhecem isso.

“boa parte dos internautas que atacaram o atleta nos últimos dias desconhecem as regras do basquete paralímpico. Na verdade, o esporte não é restrito apenas para paraplégicos. João Paulo possui uma deficiência chamada Geno Valgo, um desalinhamento que acaba colocando os joelhos para dentro, que foi diagnosticado quando ele ainda tinha 20 anos.” Fonte: O estadão.


Por fim, após essa pequena pesquisa, podemos chegar facilmente à conclusão de que o exercício do jornalismo não é para qualquer um. É preciso ter responsabilidade pelo que se publica independente de ser jornalista, mas especialmente para os que são a responsabilidade se torna ainda maior, mesmo que alguns ainda não tenham tomado consciência disso. Então deixo a você leitor uma dica imprescindível, principalmente nesse meio chamado web, desconfie sempre do que ler e busque sempre mais fontes, com esse exercício você vai perceber quais são as fontes mais confiáveis e as que estão por aí apenas em busca de números de acessos comprometendo a qualidade da informação. E cuidado com o sensacionalismo, ele é uma das características de notícias duvidosas e que quase sempre acaba fomentando a precipitação do julgamento social.